Civilização mesoamericana, pré-colombiana, que se
desenvolveu principalmente entre os séculos XIV e XVI, no território
correspondente ao atual México. Era um povo guerreiro. Fundaram no século XIV a
importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de
pântanos, próxima do lago Texcoco. A origem dos astecas remonta à formação dos
antigos povos “mexicas”, como os olmecas, que deram a base cultural e política
para o seu desenvolvimento. O centro do império era a cidade de Tenochtitlán,
que, à época da chegada dos europeus, contava com uma concentração populacional
de mais de 200 mil habitantes, fato que impressionou bastante os europeus. A
civilização asteca, de certa forma, orientou toda a sua organização a partir da
fundação de Tenochtitlán. Há um mito fundador dessa cidade que narra a história
de Tenoch, sacerdote e rei dos astecas, que teria guiado a população para uma
ilha no lago de Texcoco e lá encontraram uma águia comendo uma serpente. Nesse
local, foi construído um centro sacerdotal em homenagem a Tenoch. Nesse centro
surgiu a cidade. O símbolo da serpente e da águia foi encarado pelos astecas
como presságio para o seu desenvolvimento, para a construção do “Império do
Sol”. Tal símbolo ainda é muito forte na cultura mexicana, estando presente
inclusive em sua bandeira. Os astecas desenvolveram muito as técnicas
agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo),
onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de
cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo. O artesanato era
riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e
artigos com pinturas. A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses
da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma
Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O
calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram
diversos conceitos matemáticos e de astronomia. Na arquitetura, construíram enormes
pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram
realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com
os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
A CIVILIZAÇÃO MAIA
A civilização maia foi uma das mais complexas a viver na
América antes da chegada dos conquistadores europeus. O povo maia habitou a
região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de
Yucatán (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos
IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X, os toltecas invadiram essas regiões e
dominaram a civilização maia. Nunca chegaram a formar um império unificado,
fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As cidades formavam o
núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado
teocrático. O império maia era considerado um representante dos deuses na
Terra. A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho,
feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação eram muito avançadas.
Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do
império. Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço
na arquitetura. A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em
vários deuses ligados à natureza. Assim como os egípcios, usaram uma escrita
baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos,
datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes. Desenvolveram
muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor
zero. Entretanto, quando os espanhóis chegaram à América Central, a civilização
maia já estava em franco declínio, com suas cidades-estados arruinadas, cujas
causas ainda são desconhecidas. Tal situação pode estar relacionada ao
fortalecimento de outras civilizações da região, como os toltecas e os astecas,
que possivelmente subjugaram os maias.
sábado, 21 de março de 2015
TEORIAS SOBRE O POVOAMENTO DA AMÉRICA
A pesar das inestimáveis contribuições dadas pelas recentes
análises genéticas, pelo menos três respeitáveis teorias ainda buscam explicar
como e quando se deu o povoamento da América.
A primeira delas, chamada de malaio-Polinésia, afirma-se que
através de embarcações primitivas o homem saiu da Malásia e fez escala em
várias ilhas da Oceania até chegar na América. O cientista que propôs esta
teoria provou que ela era possível fazendo a mesma coisa. Ele fez embarcações
primitivas e chegou na América.
A segunda, conhecida como australiana, diz que a América foi
ocupada a partir de embarcações primitivas que atravessaram o Pacifico.
A terceira, a asiática, que tem sido a mais aceita pela
comunidade científica, diz que a América foi ocupada durante a quarta
glaciação, quando o estreito de Bering foi congelado, possibilitando a passagem
para o Alasca.
Em janeiro de 2004, porém, foi divulgado um novo estudo, que
pode modificar as teorias arqueológicas sobre a ocupação do continente
americano. Trata-se de uma pesquisa realizada às margens do rio Yana, no
Círculo Polar Ártico, onde arqueólogos russos encontraram ferramentas de caça
confeccionadas há mais de 30 mil anos. O local fica perto do Estreito de
Bering. A única contradição entre essa teoria e a asiática é a data: até então,
acreditava-se que esse povoamento tivesse começado há mil anos. De qualquer
forma, ambas abrangem o auge da última glaciação no povoamento da América.
sábado, 31 de janeiro de 2015
O CICLO DA CANA DE AÇÚCAR
O Ciclo do Açúcar foi um período da história do Brasil
Colonial compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII.
Neste período, a produção de açúcar, voltada para a exportação, nos engenhos do
Nordeste brasileiro foi a principal atividade econômica. As primeiras mudas de
cana-de-açúcar chegaram em território brasileiro pelas mãos de Martim Afonso de
Souza. Sua expedição tinha a função de dar início à colonização do território
brasileiro, ação desejada pela coroa portuguesa como forma de proteger o litoral
do Brasil das invasões estrangeiras. Neste contexto, Martim Afonso de Souza deu
início a produção de açúcar no Brasil em 1533, através da instalação do
primeiro engenho da colônia, na cidade de São Vicente (localizada no atual
litoral do estado de São Paulo). A cana-de-açúcar era o produto que dava lucro
à Coroa além de colaborar na concretização de colonização portuguesa no Brasil.
Com o intuito de explorar a sua colônia e obter riquezas, os portugueses
instalaram engenhos para produzirem açúcar no litoral do Brasil. A decisão teve
como base também o fato da cana de açúcar ter rápido cultivo além da
localização, na costa nordestina, especialmente em Pernambuco, o que
facilitaria o escoamento do açúcar produzido para a Europa. A mão de obra era
composta por indígenas e escravos africanos. Por mais que o lucro fosse certo,
Portugal necessitava investir alto para a instalação da empresa açucareira no
Brasil; com isso eles foram buscar ajuda na Europa, pois sabiam que não tinham
todos os recursos necessários para a implantação. Sendo assim, os portugueses
se associaram com os holandeses. Em troca os holandeses seriam os responsáveis
pela distribuição e comercialização do açúcar na Europa. Foram desmatadas
imensas áreas para o plantio da cana-de-açúcar, espaço aos engenhos, que nada
mais eram do que grandes propriedades latifundiárias para explorar a produção
de açúcar, mas onde o proprietário e sua família também se localizavam. A
prosperidade da produção açucareira no Brasil chamou a atenção dos holandeses
que, em 1630, invadiram Pernambuco, maior produtor de açúcar da época. Os
flamengos passaram então a trabalhar no local, adquirindo a experiência
necessária do cultivo da cana-de-açúcar para, após sua expulsão, poderem utilizar
este aprendizado, e foi o que aconteceu. Após a expulsão, foram para as
Antilhas, onde prosseguiram com a cultura do açúcar, passando a ser durante os
séculos XVII e XVIII, concorrentes do Brasil no abastecimento do mercado
europeu. Porém, no século XVIII, a Holanda se supera na construção de uma
indústria açucareira e no abastecimento do mercado europeu, e faz com que o
Brasil perca o monopólio do açúcar, desvirtuando o quadro político-econômico
vigente na época. O século XVIII põe fim ao ciclo da cana-de-açúcar no Brasil,
abrindo novos caminhos para uma nova etapa, um novo período, que na história
ficou conhecido como o ciclo do ouro. Como consequência da paralisia econômica
da colônia, a população passa a procurar novas saídas, novos caminhos, e ruma
em direção à região de mineração no interior do Brasil, iniciando uma nova fase
na história do Brasil.
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