quinta-feira, 14 de maio de 2015

OS ASTECAS



Civilização mesoamericana, pré-colombiana, que se desenvolveu principalmente entre os séculos XIV e XVI, no território correspondente ao atual México. Era um povo guerreiro. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco. A origem dos astecas remonta à formação dos antigos povos “mexicas”, como os olmecas, que deram a base cultural e política para o seu desenvolvimento. O centro do império era a cidade de Tenochtitlán, que, à época da chegada dos europeus, contava com uma concentração populacional de mais de 200 mil habitantes, fato que impressionou bastante os europeus. A civilização asteca, de certa forma, orientou toda a sua organização a partir da fundação de Tenochtitlán. Há um mito fundador dessa cidade que narra a história de Tenoch, sacerdote e rei dos astecas, que teria guiado a população para uma ilha no lago de Texcoco e lá encontraram uma águia comendo uma serpente. Nesse local, foi construído um centro sacerdotal em homenagem a Tenoch. Nesse centro surgiu a cidade. O símbolo da serpente e da águia foi encarado pelos astecas como presságio para o seu desenvolvimento, para a construção do “Império do Sol”. Tal símbolo ainda é muito forte na cultura mexicana, estando presente inclusive em sua bandeira. Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo. O artesanato era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas. A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia. Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A CIVILIZAÇÃO MAIA



A civilização maia foi uma das mais complexas a viver na América antes da chegada dos conquistadores europeus. O povo maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X, os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia. Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático. O império maia era considerado um representante dos deuses na Terra. A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação eram muito avançadas. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império. Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura. A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes. Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero. Entretanto, quando os espanhóis chegaram à América Central, a civilização maia já estava em franco declínio, com suas cidades-estados arruinadas, cujas causas ainda são desconhecidas. Tal situação pode estar relacionada ao fortalecimento de outras civilizações da região, como os toltecas e os astecas, que possivelmente subjugaram os maias.

sábado, 21 de março de 2015

TEORIAS SOBRE O POVOAMENTO DA AMÉRICA



A pesar das inestimáveis contribuições dadas pelas recentes análises genéticas, pelo menos três respeitáveis teorias ainda buscam explicar como e quando se deu o povoamento da América.
A primeira delas, chamada de malaio-Polinésia, afirma-se que através de embarcações primitivas o homem saiu da Malásia e fez escala em várias ilhas da Oceania até chegar na América. O cientista que propôs esta teoria provou que ela era possível fazendo a mesma coisa. Ele fez embarcações primitivas e chegou na América.
A segunda, conhecida como australiana, diz que a América foi ocupada a partir de embarcações primitivas que atravessaram o Pacifico.
A terceira, a asiática, que tem sido a mais aceita pela comunidade científica, diz que a América foi ocupada durante a quarta glaciação, quando o estreito de Bering foi congelado, possibilitando a passagem para o Alasca.
Em janeiro de 2004, porém, foi divulgado um novo estudo, que pode modificar as teorias arqueológicas sobre a ocupação do continente americano. Trata-se de uma pesquisa realizada às margens do rio Yana, no Círculo Polar Ártico, onde arqueólogos russos encontraram ferramentas de caça confeccionadas há mais de 30 mil anos. O local fica perto do Estreito de Bering. A única contradição entre essa teoria e a asiática é a data: até então, acreditava-se que esse povoamento tivesse começado há mil anos. De qualquer forma, ambas abrangem o auge da última glaciação no povoamento da América.

sábado, 31 de janeiro de 2015

O CICLO DA CANA DE AÇÚCAR



O Ciclo do Açúcar foi um período da história do Brasil Colonial compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. Neste período, a produção de açúcar, voltada para a exportação, nos engenhos do Nordeste brasileiro foi a principal atividade econômica. As primeiras mudas de cana-de-açúcar chegaram em território brasileiro pelas mãos de Martim Afonso de Souza. Sua expedição tinha a função de dar início à colonização do território brasileiro, ação desejada pela coroa portuguesa como forma de proteger o litoral do Brasil das invasões estrangeiras. Neste contexto, Martim Afonso de Souza deu início a produção de açúcar no Brasil em 1533, através da instalação do primeiro engenho da colônia, na cidade de São Vicente (localizada no atual litoral do estado de São Paulo). A cana-de-açúcar era o produto que dava lucro à Coroa além de colaborar na concretização de colonização portuguesa no Brasil. Com o intuito de explorar a sua colônia e obter riquezas, os portugueses instalaram engenhos para produzirem açúcar no litoral do Brasil. A decisão teve como base também o fato da cana de açúcar ter rápido cultivo além da localização, na costa nordestina, especialmente em Pernambuco, o que facilitaria o escoamento do açúcar produzido para a Europa. A mão de obra era composta por indígenas e escravos africanos. Por mais que o lucro fosse certo, Portugal necessitava investir alto para a instalação da empresa açucareira no Brasil; com isso eles foram buscar ajuda na Europa, pois sabiam que não tinham todos os recursos necessários para a implantação. Sendo assim, os portugueses se associaram com os holandeses. Em troca os holandeses seriam os responsáveis pela distribuição e comercialização do açúcar na Europa. Foram desmatadas imensas áreas para o plantio da cana-de-açúcar, espaço aos engenhos, que nada mais eram do que grandes propriedades latifundiárias para explorar a produção de açúcar, mas onde o proprietário e sua família também se localizavam. A prosperidade da produção açucareira no Brasil chamou a atenção dos holandeses que, em 1630, invadiram Pernambuco, maior produtor de açúcar da época. Os flamengos passaram então a trabalhar no local, adquirindo a experiência necessária do cultivo da cana-de-açúcar para, após sua expulsão, poderem utilizar este aprendizado, e foi o que aconteceu. Após a expulsão, foram para as Antilhas, onde prosseguiram com a cultura do açúcar, passando a ser durante os séculos XVII e XVIII, concorrentes do Brasil no abastecimento do mercado europeu. Porém, no século XVIII, a Holanda se supera na construção de uma indústria açucareira e no abastecimento do mercado europeu, e faz com que o Brasil perca o monopólio do açúcar, desvirtuando o quadro político-econômico vigente na época. O século XVIII põe fim ao ciclo da cana-de-açúcar no Brasil, abrindo novos caminhos para uma nova etapa, um novo período, que na história ficou conhecido como o ciclo do ouro. Como consequência da paralisia econômica da colônia, a população passa a procurar novas saídas, novos caminhos, e ruma em direção à região de mineração no interior do Brasil, iniciando uma nova fase na história do Brasil.